domingo, 13 de maio de 2007

116ª reunião mensal aberta ao público. 05.05.07



Decisões da Assembléia

a) Laboratório de Arbitragem - Leitura do Regulamento 25.05.07 – 19 horas;
b) Laboratório de Arbitragem - Inscrições até 25.05.07;
c) Laboratório de Arbitragem - Parte Prática 27.05.07 – 09 horas;
d) Campeonato Paraense - Inscrições até 12.06.07;
e) Campeonato Paraense - Competições 23 e 24.06.07 - 09 horas;

Informações do Presidente e comentários, conforme eu, Mestre Fernando Rabelo as entendi e escrevi:

1) Era o último dia das inscrições para o paraense e ninguém se inscrevera;
2) Que foi ele mesmo em Barcarena ver como andavam as providências a cargo de um rapaz chamado Nego que teria obtido importante apoio para o paraense.
3) Que estava pendente a questão do pagamento do ginásio;
4) Que o mesmo contato em Barcarena não deu mais retorno relativo ao ginásio;
5) Que por isso ele, Presidente da FEPAC, estava providenciando um ginásio por aqui mesmo (Bairro de Icoaraci em Belém - PA);
6) Que já protocolizou na SEEL – Secretaria Executiva de Esporte e Lazer do Estado do Pará, pedido de apoio para medalhas e troféus;
7) Que a CBC lhe informara que a Capoeira estará no PAN 2007 no Rio, mas não o Campeonato Brasileiro;
8) Que o campeonato brasileiro da CBC será realizado em outubro/2007;

Houve importante debate provocado pelo dirigente da Associação Berimbau Brasil, Instrutor Luiz Carlos, sobre o motivo do desinteresse em torno da realização do Campeonato Paraense; Ele fez uma pergunta que, fosse qual fosse a linha filosófica da administração fepaqueana, incomodaria bastante qualquer dirigente bem intencionado:

- Se não houve inscrição alguma para o Campeonato Paraense até a data limite é porque os capoeiristas estão desinteressados; e se eles não estão interessados, porque isto é assim? O que se poderia fazer para interessa-los?

O dirigente da Academia de Capoeira Cambará, Mestre de Capoeira, Fernando Rabelo, fez duas sugestões à administração de FEPAC:

1 – divulgar os resultados das competições da FEPAC; e
2 – a possibilidade de inclusão de atletas no Programa de Fabricação de Ídolos da Secretaria Executiva de Esporte e Lazer - SEEL, que é um programa do Governo do Estado do Pará, mediante o qual o atleta recebe bolsa mensal em dinheiro.

O Presidente da FEPAC ouviu ambas, mas parece que tomou a primeira pelo lado negativo pois passou a informar o quanto sua administração tem se esforçado para divulgar os resultados das competições, quando melhor teria se havido se tivesse acolhido a realidade de que ninguém sabe mais quem é quem no ranking da FEPAC;

Mas o Sr Presidente deu uma informação que me doeu na alma: Disse que um dos meios de comunicação de Belém – acho que a TV ou Jornal Liberal – mandou equipe para cobrir um resultado na Sede Provisória da FEPAC e nenhum atleta apareceu. Isto só fez calar mais fundo a pergunta do dirigente do Berimbau Brasil, Instrutor Luiz Carlos: Porquê o capoeiristas federado está desmotivado?

O assunto não teve continuidade que merecia, mas eu insisto aqui agora: A família fepaqueana não está desmotivada, está desinformada. Afora a reunião mensal e algum telefonem do Sr. Presidente sobre assunto urgente, A FEPAC não utiliza ferramenta alguma de comunicação com seus filiados. Por isso mesmo eu, no intuito de manter viva a chama da Organização Desportiva da Capoeira no Pará e no Brasil, passei a abastecer, primeiro um fotolog, agora, este blog com notícias da Entidade.

Sobre o Programa de Fabricação de Ídolos o Sr. Presidente convocou a Cambará a indicar novamente o atleta pentacampeão, Thiago Calandrini Móia, pois haveria chance de ele, Thiago, retornar ao Programa que tanto o auxiliou na merecida manutenção de rotina de treinamentos e competições durante três anos.

Abordaremos os outros assuntos outro dia. Até lá.

Veja nossas fotos em: http://fotolog.com/fepac

domingo, 6 de maio de 2007

O significado da presença nas reuniões mensais

Quero enfatizar aqui que se observa nas reuniões mensais da Federação de Paraense de Capoeira - FEPAC baixo número de pessoas do sexo feminino. As mulheres capoeiristas não participam em maior número porque não querem, pois a reunião é aberta e ocorre sempre no primeiro sábado de cada mês às 9 horas na sede provisória da FEPAC.

Eu até entendo que alguém não possa ou não queira participar de todas as reuniões, mas o fato de nunca participar só posso atribuir ao puro desinteresse ou tentativa de enfraquecer a organização desportiva da Capoeira por meio uma espécie de negação em se doar. Quer dizer, negando a presença não se fortalece a Entidade. Ora, a reunião da FEPAC é o local e momento exato para se defender interesses dos grupos na Capoeira.

Então, o que essas pessoas desinteressadas não percebem é que devido a condição legal da FEPAC de administradora do esporte da Capoeira no Estado do Pará, ao se ausentarem, estão deixando nas mãos dos presentes a possibilidade de definição dos rumos do esporte-arte-luta. E isto é válido, também, para os outros antigões da Capoeira paraense, que deveriam lá estar assumindo verdadeiramente suas responsabilidades, no mínimo como Conselheiros.

Desses garotos que se deslumbram com a capoeira de grupos com sede em outros estados e até em países estrangeiros, só tenho a dizer que agem como se agia no Brasil antes de 1908, quando tudo que era bom estaria, supostamente, na metrópole. Mentalidade colonizada, portanto.
Gente, nós estamos no Pará! Somos nós mesmos que vamos resolver as questões da nossa Capoeira. Ninguém de fora o fará por nós! Estar aberto a contribuições, tudo bem, mas avassalar-se voluntariamente a quem desconhece nossa história ou a quem ignora nossa especificidade, aí já é bancar o "zé-mané".

Enfim, o tempo vai passando, a FEPAC vai se consolidando, e aos ausentes só restará choramingar, a posteriori, quando os acontecimentos seguirem rumos contrários aos interesses não defendidos no momento certo.

a) Mestre Fernando Rabelo